segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

REGRAS, REGRAS E MAIS REGRAS, QUE CHATICE!


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Conviver com regras pode parecer uma chatice para muitos de nós. Achamo-las invasoras, intrusas, detentoras da nossa liberdade para fazer as coisas ao nosso belo prazer. Mas há quem pense que elas são bem úteis e que precisamos das mesmas para o nosso bem-estar próprio na relação com os outros. Gostando ou não, o facto é que elas estão connosco e fazem parte do nosso dia-a-dia, e neste artigo pretendemos apresentar as suas razões de existência, vantagens e desvantagens da mesma.
Regras são formas definidas de como se deve proceder dentro de um determinado contexto. Carregam os mesmos sentidos de lei, regulamento, cláusulas, onde há proibições e obrigações, deveres e direitos. Estamos sujeitos a estes fenómenos em todos os lugares onde frequentamos, até onde se diz «aqui está tudo livre, esse «aqui está tudo livre» constitui-se em si uma regra dentro daquele ambiente. Quer quando estamos a conduzir e temos de apertar o sinto de segurança, ou temos de respeitar o limite de velocidade imposto num determinado troço; quer quando vamos comprar pão e temos de fazer uma bicha de modo a comprarmos vez a vez; ou nas redes sociais, quando há interdição de publicação de determinados conteúdos; quer no contexto domiciliar, quando temos horas de chegar a casa, permanecer acordados ou satisfações que devemos dar; quer na escola, quando se delimitam horas de chegada e de saída. As regras fazem parte de nós.
Mas porquê delas existirem
As regras não existem por simplesmente existirem. Elas sempre partem de um pressuposto, de uma base, de uma observação que o sujeito que as propõe ou impõe nota. Regras nenhumas, quero eu acreditar, surgiram do nada; que somente o indivíduo terá conversado com seus botões e, de repente, pensou, como em criatividade, que se tinham de criar regras. Nestes casos perguntamos: estas regras estão fundamentadas em quê? Ou, qual é a base delas? E, então, o sujeito criador tem de justificá-las com propriedade, com bases sólidas e testadas. Imagine se alguém nos vier e disser que, ao telefone não devemos falar mais de 2 minutos. Não ficaríamos satisfeitos sem saber o porquê desta recomendação ou interdição, mas se nos explicar o que acontece se o indivíduo ultrapassar esse tempo, essa regra valeria a pena.
As regras têm base e fundamento
As regras que cobrem os motoristas de veículo, por exemplo, são fundamentadas pelos testes e observações de especialistas, o que os faz dizer, ali não se pode acelerar a mais de 80 km/h, pois a estrada não está preparada para tal ou há movimento de pessoas e animais; os automobilistas devem apertar o sinto de segurança, pois isto evita que se movam bruscamente no carro perante uma colisão mais ou menos violenta. Certamente que estes casos foram já experimentados e confirmados de modo a criar leis que sejam inteligentes e práticas para as pessoas, salvando suas vidas. As leis são importantes neste sentido, de proteger o homem, e não, precisamente, o limitar nas possibilidades que hajam em nossa volta, não para conter os nossos ânimos.
As regras servem para nos proteger
Se nos propusermos a obedecer as regras que se nos apresentam sob proposta, poderemos nos beneficiar dos resultados advindos da obediência. Se nos ocorre um embate, por exemplo, não somos arremessados brutalmente, o que contribui, em grande, na sobrevivência; protegemos outras pessoas e a nós próprios de acidentes, atropelamentos; somos protegidos com a nossa obediência. A desobediência a elas pode até trazer aquele sentimento de liberdade, de adrenalina por extrapolar os limites impostos ou até novidade e criatividade, mas pode vir com consequências contrárias – desgraça diversa ordem.
As leis bíblicas
Deus criou os mandamentos para proteger o Homem de si próprio, ou seja, da sua natureza. Está previsto na Bíblia que não devemos cair em adultério, cair em adultério está no coração do Homem como uma tendência, o que pode trazer más consequências, como por exemplo, a própria paz do indivíduo de quem trai – a necessidade de esconder o acto ocorrido; o peso de consciência que surge; o baixo auto-estima por se considerar imprestável, etc. –; vingança da parte do ofendido com a traição, resultando em mortes, divórcios, difamação de muitas pessoas, até os que não tiveram nada que ver com o acto, mas, como ou são da mesma família ou são da mesma casa ou é empregado daquela casa ou é filho, tem para si estendidos os dissabores. São muitas coisas que são evitadas com o cumprimento deste mandamento. Têm, também, impactos negativos o incumprimento de outros mandamentos que, se reflectíssemos profundamente, descobríamos a desgraça associada.
É preciso entendermos o valor da lei
Precisamos mudar os olhos para com as regras, olhando-as como elementos protectores da nossa integridade, em particular, e do nosso próximo. Há que ensinarmos aos nossos próximos sobre o valor que a lei, as regras carregam para nós. Se não quisermos cumprir as regras por nós, porque achamos banalidade, cumpramos para os outros. Entendamos as leis como princípios para nos proteger e não como limitação.

Um abraço!


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